
Não conseguia perceber por quê .
Agora percebi : fiz , em tempos , um enterro a mim mesma . Porém , não consigo enterrar-te, farás sempre parte...se não do futuro , farás parte do passado . Um tormento aprisionado . Quem me dera não ir ao teu enterro , mas conseguir suportar o enterro de ti em mim. Complicado de perceber o conceito , mais difícil de atingir o desejo . Eternamente, estarei conectada a ti , já não és um amuleto de sorte, aliás nunca o foste e só agora o entendi .
Adeus ! Adeus em palavras por que em pensamento nunca me despedi seriamente de ti .
Posso dizer asneiras ? Não , pois é . Num blogue não fica bem , mas dentro da minha cabeça um turbilhão de palavrões estão em 'roda viva' , tudo porque ainda não te aniquilei .
Aniquilar não significa eliminar a tua presença , mas a forma como me sinto quando , ainda , sinto o raiar dos momentos vividos .
Desaparece ! Enterra-te na própria sepultura que já cavaste há muito , à vista de todos não foi , mas foi à minha . Enterra-te , pois estares longe da vista não me importa , quero-te bem longe do coração, para que não mo possas roubar mais nenhuma vez . E eu , em vez alguma to deixarei roubar.
Se não quiseres enterrar-te , ao menos afoga-te em toda a mágoa causada .... no mar de lágrimas chorado, derramado em tantas noites, nas quais julguei amar-te . Julguei e amei , mas tu condenaste toda a sensação com a tua ânsia de tudo querer sentir.
Adeus , um dia irei ao teu enterro ,teatralmente , criado em mim.
