domingo, 30 de outubro de 2011

Em mim e em ti


Estás em mim , sem sombra de dúvidas . E , eu , sei que estou em ti , mesmo quando tens o coração ao rubro com incertezas . A tua clara incerteza é a certeza de que estás dividido entre o certo e o errado , entre o proibido e o que podes ter . Só me terás , quando deixar de ser proibido . O fruto saberá muito melhor , tudo o que é terno e sensível sabe sempre melhor . Provar-te-ei com todos os meus sentidos , assim que o nosso sentido possa ser reivindicado .

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Confuso ?


Ninguém pode afirmar a negativa de uma afirmação , pois eu também não posso gostar daquilo que não gosto no meu objecto de amar

Rodopio


Um rodopio no estômago convoca-me um carrossel no olhar , luzes cintilantes e, depois , percebo que estou apenas nervosa com o rumo das coisas . Não tens bússola e eu não sou o teu Norte. Juntos perdemos as coordenadas , afastados também nunca as tivemos .
Rodopio em silêncio em cada som vocal que tenciono soltar , mas aprisiono .
Um rodopio de Outono , da folha que caiu e com a qual nunca mais ninguém se importou . É assim com as folhas , é assim com as pessoas , maioritariamente .
Rodopio enlaçada nas escadas da vida, penso ' Não seria mais fácil usar o elevador?' . A resposta surge : ' Tudo o que é rápido demais não tem o mesmo fervor , a mesma garra ' . Então , prefiro as escadas mesmo que as suba de gatas. Não é fraqueza , é contornar o problema : subindo da forma mais conveniente que me aprouver.
Um rodopio de culpas , de desculpas , de mal entendidos que se entendem bem mas não se admitem . Somos assim , pelos rodopios nossos e pelos dos outros . Fazem-nos andar à roda em sua roda , quando , apenas, o que sabemos fazer é andar em linha recta.
Rodopio sempre em passos de bailarina , como se nas cordas da vida fosse tocada a minha música. E com ela subo as escadas de gatas , quando um rodopio não chega.
Um rodopio , só e apenas , é suficiente para me deixar no vão da escadaria , com uma mão a segurar as cordas partidas do dedilhar erróneo da música que não pertence ao singular , mas a um plural que não me agrada

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Não dá


Desculpa-me mas não posso mais seguir-te , não por que isto ou aquilo . Nem por que não nem por que sim. Não vou seguir-te , nem segurar-te mais porque quebrei as nossas amarras . Não quero ficar , não quero segurar-te . Larguei-me de ti e estou feliz assim . A tua felicidade traz-me paz , mas mais nada . Compaixão foi posta de lado . Por ti sinto respeito , não pelo que és hoje , mas pelo que um dia foste , fomos juntos mas separados cada um à sua maneira .
Hoje acabou , não dá . Aliás , não acabou hoje ....acabou há uns bons tempos .
Não dá , nem quero que dê .
Felicidades , mas conta sempre que para as tristezas eu estarei aqui .
Até sempre , meu sempre , abismo . És bagagem que não dá mais para carregar , para isso que existem os sótãos .
RM@