quarta-feira, 31 de agosto de 2011

É assim ... SEMPRE !


E continuam a fazer da minha vida uma novela , da qual não sei o fim e nem planeei o roteiro . Os meus máximos agradecimentos por tanto teatro e volúpia em volta do que não vos pertence , que pertence ao tempo e ao que ele me dedicar .
É sempre igual , ainda tenho de ver se o gira-vidas está riscado , pois vêm sempre calhar à faixa que me pertence .

Depois a gente vê ;)


' Se você quer saber o que vai acontecer , primeiro a gente foge e depois a gente vê . (...) Tou morrendo de vontade de te agarrar , não sei quanto tempo mais vou suportar . ' <3

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Embrulhei


' Tu não dizes que sim nem que não, ficas‑te pelo talvez um dia, como se se tratasse de colocar a cenoura sempre alguns metros à frente do nariz do burro. Um dia destes ele farta‑se de fingir que tem orelhas compridas e quando se cansar é que vais perceber que afinal te podia ter interessado. '

domingo, 28 de agosto de 2011

Parti-me


Parti-me toda , hoje ! Nem consigo perceber como consigo magoar-me tanto sozinha.
Bem, talvez não seja auto-mutilação . A verdade é que em tudo o que toco fica danificado.
Nunca permanecem os que eu mais preservo , mais tarde ou mais cedo afastam-se ou eu os afasto. Não sei em que estádio ficámos , mas sei que quem nunca foi a favor do que nós éramos acabou a ganhar. Ganhar...como se isto fosse um jogo . Jogar com a vida dos outros é insano , quando temos tantos jogos didácticos à venda !
Sei que estarei a dar motivos para os outros sorrirem e que o meu sorriso nunca mais será completo sem ti . Hoje , parti-me e sei que , com a parte que se estilhaçou , estilhaçaste-te junto .
Há muito que sinto que caminhamos para o abismo, hoje dei o passo em frente . Acabou , parti-me e tu partiste comigo.
Congratulações aos imutáveis seres odiosos que tanto fizeram para detonar a nossa amizade . Desisto aqui de ti , do que construímos ao longo de quase 6 anos . Ou será que só eu construí ? Não vieste à procura , talvez a tua procura não tenha sido realizada por que nunca achaste que me havias perdido , mas perdeste. Perdeste-me em todo os sentidos latos e estritos que possas sequer imaginar .
Decidi , por fim , que não vale a pena estar do teu lado presencialmente , pois não valorizaste e tens sempre quem te ajude a menosprezar o meu esforço e dedicação . Fica com eles , eu fico sem ti . Fico mal , mas fico .
Não é uma renuncia à amizade , nem a nada do que fomos. Renuncio o sofrimento por ver que a cada dia és mais estranho para mim do que outrora foste !
Não sentirás a minha amizade , aliás já há muito que não sentes. Andará escondida , tal como eu , nos caminhos tortuosos entre onde é o meu fim e o teu começo .
Mentira ! Estarei sempre aqui , não sei fazer mais nada . Vivo na metade , sempre vivi . Pois , desde que te tenho , deixei de tomar conta de mim .
Eterna saudade que me avassala , recordações que me dilaceram , convivência diária que me adoece... Adeus a esta tripla , adeus a ti e a mim , adeus à pessoa que sempre esteve aqui .
Parti-me e comigo partiu o que restava . Se quiseres reaver algum pedaço terás de partir atrás de mim , sempre na retaguarda . Não serei mais a tua sombra , serei o teu reflexo adiante .
Parti-me. Adeus.
Um dia perceberás tudo quando eu já nada quiser que entendas .
Meu amigo , o único que me feriu com sorrisos e me alegrou com pessimismos . Tudo contigo foi ao contrário . És o meu reverso, o meu avesso, o lado torto da mesma peça de alma e o lado direito , mas errado , do coração .
Porque Não Há Tormento Sem partida e a partir daí a tormenta termina @

sábado, 20 de agosto de 2011

Tentei


Amigos e diversão podiam ser suficientes , mas eu quis mais.
Tentei , pela primeira vez ...
Tentei tarde demais ! Já não havia nada para tentar.
Álcool e cigarros , esquecer o não havia de ser lembrado... Muitos ' atenuadores ' da real sensação , 'atenuadores' da nossa forma de ser mais correcta e, mesmo assim , não foram o bastante.
Lembro-me de tropeçar , cheirar a fumo e a taberna , mas lembro-me ainda mais de cheirar a tua pele que se oferecia a mim , pele de lobo mascarada de cordeiro, pele que me fugiu por entre os dedos. Dedos das mãos que ansiaste tocar, as mesmas mãos que te souberam recusar quando todo o restante corpo te quis, mãos nas quais colocaste o peso da culpa pelo enaltecer do teu orgulho ferido , pela tua incapacidade de perdão. Arrogância , jogo , são palavras do teu portefólio e por isso nunca me compreenderás . No meu dicionário reina algo que te transcende , nele existem palavras que nunca saberás o que querem dizer , pois o que são não está no dito , está na humildade da sua criação. Entendes a palavra coração ? Claro que não , consegues proferi-la , mas jamais senti-la. Em ti, vive um rocha de válvulas que bombeia o sangue para o teu órgão mais vital , com o qual julgas pensar .

Se eu podia


Poder até podia mas não era a mesma coisa .
Podia vingar-me e depois que restaria ?
Nada, um jogo vencido , um derrotado.
Então, preferi seguir o coração e catapultar o orgulho.
Outros preferem a sede de vingança , de vencer o que nem se avizinha como batalha.
É mais fácil seguir os instintos cruéis do que a vontade humana que nos traz , a si , subjugados .
Se eu podia ter feito o que a emoção me dizia ? Até podia , tive todas as possibilidades. Decidi racionalizar e não me entregar ao maior desejo do dia , da noite , do toque que ficou por sentir.
Podia fingir indiferença , se pudesse acreditar que não saí vencida , não por ti , mas por mim . A minha magnitude ficou valorizada , o meu livre arbítrio perdeu o valor.
Se eu podia voltar atrás ? Não, mas gostava . Se eu pudesse voltava.
Não posso , e mesmo que possa nunca poderei admitir o prazer envolto nesta audaz vontade de te ter para mim @

'Helefante' (P.J como diria alguém )

Ya cenas !


' Tanta coisa já passou
Nada mudou e eu aqui
Sempre a pensar em ti
Passam-se coisas e coisas
Que nem quero acreditar
E o teu olhar
Faz me sede
Desejo de viver
Não me ignores não me desprezes
Assim talvez um dia
Quem sabe outro dia
Outra noite
Outro luar eu volte a acreditar
Não me ignores não me desprezes
Assim talvez um dia
Quem sabe outro dia
Outra noite
Outro luar eu volte a acreditar


Outro dia outra noite outro luar eu volte a acreditar... '