
Segura de si , no topo dos seus sapatos de salto alto , ela sente-se a rainha do mundo e do incerto . Veste a sua própria pele e nenhum perfume , mesmo o mais caro , poderia lutar contra o seu aroma inconfundível . Acha que o sol devia fazer-lhe uma vénia sempre que passa.
Caminha , e cada passo que dá é calculado meticulosamente. Ela sabe para onde vai , determinação !
Está num parque de estacionamento. Gira sobre o seu próprio corpo e lá está o que procurara: a única insegurança que lhe assola a alma ! Ele desce da mota , ela nem consegue acreditar que ele chegou a horas . Verifica a matrícula. É mesmo ele , pois não há duas matrículas iguais , e se há coisas que ela jamais confundiria são números e o homem que a amarra a si , sem qualquer corrente . A sua determinação evapora-se , os passos começam a ser vacilantes , pernas bambas , vai-se aproximando. Ele tira o capacete e esboça um sorriso , que a faz engolir em seco . Tocam-se , e a 'senhora segura e determinada' perde o equilíbrio com aquele momento, atira a mala sem destino certo, mesmo que um comboio passasse ali e fizesse o maior estardalhaço dos confins do mundo, ela não o ouviria , pois naquele momento só existe ela , ele e os seus saltos altos que a fazem alcançar os seus lábios com uma necessidade avassaladora .
(Aqui está o texto Marta , demorou , mas apareceu . Uma cena hipotética do desafio a que me propuseste . Beijinho )
Ouve está tãao louco! Eu achava que ia ser mais difícil de juntar as palavras todas mas tu estou a ver que a imaginação é mais que muita. Well done, valeu a espera!
ResponderEliminarMarta