segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Pois é


Voltou tudo .
Já percebo por quê !
Quando me deparo com mais entraves do que , na realidade, consigo suportar ...nasce em mim uma ânsia de escrita, como se ao reproduzi-la conseguisse extravasar o que não devia trazer como fardo .
Como se escrever curasse as minhas dores, eliminasse o meu desespero. Como se ,de repente, fosse uma borracha que elimina os erros que cometi . Como se , ao mesmo tempo, fosse uma máquina do tempo para o fazer abrandar , para poder voltar atrás e emendar-me .
Não alteraria o que fiz , mas o que deixei por fazer!
Apagar-te-ia com todo o prazer , um prazer masoquista apaixonado pela liberdade.
Deixei de estar presa por amarras e, agora , sinto-me amarrada à liberdade que , fortemente , acolhi. No entanto , desprendo-me , como se a cola que , outrora , usara fosse perdendo a aderência , como se eu fosse o papel velho de parede . Não cubro paredes, nem me pareço com uma , mas tenciono ter a força de acreditar assente nos seus pilares e a minha alegria leve como um balão qualquer. Esvoaçar , voar , sustentar , três verbos numa só vontade , num só ser : eu.
Pois é , podia ser outra coisa qualquer , outro tema , mas é novamente o outro tema que se apelida como primeira pessoa do singular , eu e, esta é a minha necessidade e eu sou necessidade sua.

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